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  • Arthur Martinho

O despertar para um novo mundo


O que antes achávamos ser uma mera onda pandêmica localizada, hoje passamos a ter um enigmático enfrentamento político econômico internacional. Passamos a ver uma nova conjuntura sendo formada, aonde as “antigas” tendências, hoje se tornaram reais e necessárias para que haja uma rota alternativa e segura no momento de retomada de nossos negócios. Fica claro a importância da um ambiente digital para as empresas como o primeiro passo para uma melhor adequação para este cenário, acompanhado obviamente, por uma cadeia global de valores mais competitiva aonde o cenário internacional seja utilizado de forma ampla e estratégica. Estes são somente alguns exemplos que podem fortalecer as corporações, e não as deixarem expostas para o mercado, tampouco dependentes.

Temos ate o presente momento, a certeza que teremos uma retração no âmbito econômico de grandes e hegemônicos parceiros internacionais, tais como a China, aonde se espera ter a menor retração dentre as maiores potências, cerca de 1% , em comparação aos Estados Unidos e União Europeia, respectivos 3% e 4,4%, segundo dados da Euromonitor. Embora ainda seja incerto, devemos refletir sobre estes números de maneira estratégica, colocando em pauta uma nova corrente que passa a se mostrar crescente e não irá demorar para que volte a ocorrer, embora em uma menor escala, o protecionismo estará presente neste novo formato de globalização, trazendo pautas de prioridades domésticas, que foram duramente expostas e mostraram sua fragilidade, o que pode ser observado no gráfico de Previsão de Crescimento do PIB Real Global 2014-2022, atualizado em abril deste ano pelo Euromonitor International Macro Model.



O cenário pós internacional, passará a exigir novos mercados para que fatores de risco sejam mitigados e ao se desenvolverem, apresentem sustentabilidade de uma relação de consumo e responsabilidade entre o mercado interno e externo. Vale ressaltar que ao abrir novas praças de interação, não significa que passaremos por uma migração as cegas para novos mercados de forma imediata, o exercício de buscar outros caminhos deixa claro a importância de estarmos preparados para qualquer tipo de eventualidade que possa acontecer, como sanções econômicas e sanitárias, por exemplo. Por fim e não menos importante, a necessidade por produtos minimamente sustentáveis ganhará força e se tornará um fator de decisão vital para os consumidores, bem como o apelo para com a sociedade, o que reforçará a adequação e respeito a um momento que se molda promissor e responsável, independente do lugar que ele possa estar erradicado.

Arthur Martinho – Vice Presidente Internacional do IBREI

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